“A afinação do mundo”, de R. Murray Shafer

Som fundamental é um termo musical. É a nota que identifica a escala ou tonalidade de uma determinada composição. É a âncora ou som básico, e, embora o material possa modular à sua volta, obscurecendo a sua importância, é em referência a esse ponto que tudo o mais assume o seu significado especial. (…) O psicólogo da percepção visual fala de ‘figura’ e ‘fundo’. A … Continuar lendo “A afinação do mundo”, de R. Murray Shafer

“O espírito do Zen”, de Alan Watts

“A frase importante nessa citação é ‘largar o ponto de apoio’. Pois, se o Koan é aceito como um caminho para apresentar, em miniatura, o gigantesco koan da vida, o grande dilema e problema no qual todos os seres estão envolvidos, mesmo que inconscientemente, então, da mesma forma que a própria vida, o Koan nunca poderá ser captado. Os mestres zen distinguiam entre duas espécies … Continuar lendo “O espírito do Zen”, de Alan Watts

“As anotações sobre pintura do Monge Abóbora-Amarga”, de Pierre Ryckmans

“Por mais longe que se vá, por mais alto que se suba, é preciso começar por um simples passo.” (Xing Yuan deng gao). Máxima semelhante em Lao Zi: ‘Uma torre de nove andares eleva-se a partir de um montículo de terra; uma viagem de mil léguas começa a seus pés’.  Aqui esse primeiro passo é o Único Traço de Pincel considerado em seu aspecto concreto, … Continuar lendo “As anotações sobre pintura do Monge Abóbora-Amarga”, de Pierre Ryckmans

Joseph Campbell, “Reflexões sobre a Arte de Viver”

  “Em minha própria situação, quando tinha entre onze e quinze anos, mais ou menos, eu era alucinado com os índios americanos. (…) Eu tinha uma pequena e bonita biblioteca, com belas estátuas de índios que faziam as vezes de suportes de livros, tapetes navajo e assim por diante. Um dia, a casa pegou fogo. Foi uma crise terrível na família. Minha avó morreu. Perdi … Continuar lendo Joseph Campbell, “Reflexões sobre a Arte de Viver”

“O Império dos Signos”, de Roland Barthes

“Mesmo sem considerar emblemático o jogo conhecido das caixas japonesas, alojadas uma na outra até o vazio, podemos já ver uma verdadeira meditação semântica no menor pacote japonês. Geométrico, rigorosamente desenhado e no entanto assinado em algum lugar por uma dobra ou um laço assimétricos, pelo cuidado, pela própria técnica de sua confecção, a combinação do papelão, da madeira, do papel, das fitas, ele já … Continuar lendo “O Império dos Signos”, de Roland Barthes