“O espírito do Zen”, de Alan Watts

“A frase importante nessa citação é ‘largar o ponto de apoio’. Pois, se o Koan é aceito como um caminho para apresentar, em miniatura, o gigantesco koan da vida, o grande dilema e problema no qual todos os seres estão envolvidos, mesmo que inconscientemente, então, da mesma forma que a própria vida, o Koan nunca poderá ser captado. Os mestres zen distinguiam entre duas espécies de frases – a morta e a viva. As frases mortes são as passíveis de análise lógica e solução; as vivas são as que nunca poderão ser confinadas em qualquer sistema fixo de interpretação. Os koans pertencem ao segundo tipo, pois partilham a ilusividade e a indefinibilidade da vida. Assim, quando o discípulo chega ao ponto final em que absolutamente não pode captar o Koan, chega também à compreensão de que a vida nunca poderá ser entendida em sua essência nem possuída ou paralisada à força. Portanto, ele ‘se solta’, e esse desprendimento é a aceitação da vida tal como ela é, como algo que não pode ser propriedade de ninguém, que é sempre livre, espontâneo e limitado”.


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