“A arte cavalheiresca do arqueiro zen”, de Eugen Herrigel

“Esse estado, em que não se pensa nada de definido, em que nada se projeta, aspira, deseja ou espera e que não aponta em nenhuma direção determinada (e não obstante, pela plenitude da sua energia, se sabe que é capaz do possível e do impossível), esse estado, fundamentalmente livre de intenção e do eu, é o que o mestre chama de espiritual.

Com efeito, ele está carregado de vigília espiritual, e recebe também a denominação de verdadeira presença de espírito. Isso significa que o espírito está onipresente, porque não está preso em nenhum lugar.

E assim pode permanecer, pois embora se relacione com isto ou aquilo, não se liga a nada reflexivamente e, portanto, não perderá a sua mobilidade original. (…) Pode usar sua inesgotável energia porque está livre, e abrir-se para todas as coisas porque está vazio. Um círculo vazio, símbolo desse estado primordial, fala com muita força para quem nele se encontra”.

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